segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
NOVA ORTOGRAFIA: "cor-de-rosa" e "cor de vinho"
Por que, pela nova ortografia, escreve-se
"COR-DE-ROSA" com hífen, mas
"COR DE VINHO" sem hífen?
Essa diferença de escrita existe simplesmente porque
"COR-DE-ROSA" é uma das EXCEÇÕES à nova regra.
Pela Nova Ortografia, NÃO SE EMPREGA O HÍFEN em qualquer tipo de locução, conjunto de palavras com função e significados únicos; tenham elas, ou não, um elemento de ligação.
Exemplos: "cor de vinho", cor de açafrão, cor de café com leite, cão de guarda, fim de semana, fim de século, sala de jantar, a fim de que, ao passo que, por conseguinte, à espera de, à parte, à vontade.
Entretanto conservou-se o hífen em algumas locuções, por serem consideradas consagradas, as quais passaram a constituir exceções. É o caso de "cor-de-rosa".
Outras exceções: água-de-colônia, arco-da-velha, mais-que-perfeito, pé-de-meia, ao deus-dará, à queima-roupa.
Fonte: VOLP – Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa – 5ª edição -Base XV
terça-feira, 30 de novembro de 2010
DÚVIDAS FREQUENTES: "um" é numeral e artigo
A principal diferença entre o numeral cardinal “um” e o artigo indefinido “um” é justamente a função de cada um deles.
O numeral cardinal “um” indica quantidade exata de seres, lugares ou coisas. Adminte o acréscimo dos termos " só", "somente" ou "apenas".
Exemplo:
O atleta trouxe um uniforme para todos os jogos.
(isto é: um só uniforme)
O artigo indefinido “um” generaliza o termo que acompanha, ou seja, determina-o de modo vago. Aceita o acréscimo do termo "qualquer".
Exemplo:
Achei um brinco na calçada.
(ou seja, um brinco qualquer)
Veja a diferença: Estava procurando meus brincos. Encontrei um na calçada.
(aqui "um" está expressando a quantidade, no exemplo anterior, "um" somente generaliza o objeto)
É possível perceber a diferença entre eles em um contexto, passando-os para o plural.
Se o plural de "um" for "uns", é artigo; se for "dois", "três"..., é numeral.
Veja as recomendações do gramático Napoleão Mendes de Almeida:
- “um, quando cardinal, indica realmente número e tem por plural dois; na prática, descobre-se que um é cardinal quando admitir o acréscimo de só, único: Um (só) homem é bastante para erguer isso”.
- “quando indefinido, um tem por plural uns e admite, por contraposição, o adjetivo outro: “Fiquei conhecendo hoje um homem, de que há muito ouvi falar”.
Fonte: Gramática Metódica da Língua Portuguesa, de Napoleão Mendes de Almeida, p. 160.
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sexta-feira, 26 de novembro de 2010
NOVA ORTOGRAFIA: trema
Só para lembrar:
nas palavras portuguesas ou aportuguesadas não se usa mais o trema, embora o "u" continue sendo pronunciado.
Assim, escrevemos tranquilo, sequestro, consequência, cinquenta.
Pela Nova Ortografia, usa-se o trema apenas em nomes próprios, como Müller, e em palavras derivadas de nomes próprios estrangeiros, como mülleriano.
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
DÚVIDAS FREQUENTES: "onde" e "aonde"
Que a palavra "onde" designa "lugar", já vimos na postagem do dia 14/09/2009.
Mas e quando a dúvida é: usar "onde" ou "aonde"? Neste caso, veja as diferenças de uso:
ONDE
Usa-se com verbos que NÃO indicam movimento. Refere-se a "lugar em que se está ou se fica" (em que lugar).
Exemplos:
Onde mora a sua família?
Não sei onde meu chefe se encontra neste momento.
A rua onde moramos é muito agitada.
Observação: com verbos que indicam movimento, só se usa "onde" nos casos em que este já vem precedido de uma preposição, como de, até, para ou por.
Exemplos: Você viu até onde ele foi? Só podemos passar por onde a tinta está seca. Não sei de onde saiu este carro. Amanhã iremos para onde a Joana quer.
AONDE
Emprega-se com verbos que indicam movimento, deslocamento, pois tais verbos exigem a preposição "a", a qual se une ao "onde". Equivale a "a que lugar", "para que lugar".
Exemplos:
Aonde você quer chegar?
Aonde ele pensa que vai com essa caixa?
Ele sabe aonde essa atitude o levará?
Fonte de consulta: Dicionário de dificuldades da língua portuguesa, de Domingos Paschoal Cegalla, 3ª ed. de acordo com a nova ortografia.
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sexta-feira, 29 de outubro de 2010
DÚVIDAS FREQUENTES: "a presidente" ou "presidenta"
Qual é o feminino da palavra "PRESIDENTE":
"A PRESIDENTE" ou "PRESIDENTA" ?
As duas formas estão registradas em dicionários de Língua Portuguesa no Brasil, embora a mais usual seja "a presidente".
Acontece que,em geral, os substantivos terminados em -e e, especialmente, em
-nte, têm formas iguais tanto para o gênero masculino como para o feminino. Exemplos: cliente, estudante, servente.
"Há, porém, um pequeno número que, à semelhança da substituição -o (masculino) por -a (feminino), troca o -e por -a. Assim:
elefante - elefanta
governante - governanta
infante - infanta
mestre - mestra
monge - monja
parente - parenta
Observação:
Os femininos giganta (de gigante), hóspeda (de hóspede) e presidenta (de presidente) têm ainda curso restrito no idioma."
(CUNHA, Celso & CINTRA, Lindley. Nova Gramática do Português Contemporâneo. 3 ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001, p. 194)
Outras fontes de consulta:
Nossa Gramática Completa Sacconi, 29ª ed. p. 133.
Gramática Metódica da Língua Portuguesa, Napoleão Mendes de Almeida, 45ª ed. p.104.
Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, p. 2292.
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quarta-feira, 20 de outubro de 2010
NOVA ORTOGRAFIA: "étnico-racial" e "etnorracial"
Saiba por que há diferenças, quanto ao uso do hífen, entre os vocábulos: "étnico-racial" e "etnorracial"
ÉTNICO-RACIAL é um adjetivo composto e, neste caso, não há mudança na grafia, pelas regras do Novo Acordo Ortográfico, ou seja, emprega-se o hífen, como em social-democrata, social-patriótico, luso-brasileiro.
ETNORRACIAL é uma palavra iniciada pela forma reduzida "etno", que é um elemento de composição, ou seja, isoladamente não constitui um vocábulo. Sendo assim, está sujeita às novas regras de uso do hífen: separam-se as recomposições em que o segundo elemento inicia por "h", como em etno-história, etno-histórico(a). Mas não há separação, se tal elemento iniciar por consoante, como em etnocentrismo, etnolinguístico(a). E caso o segundo elemento inicie por "r", este deve ser dobrado, como em etnorreligioso.
terça-feira, 21 de setembro de 2010
DÚVIDAS FREQUENTES: "os porquês"
POR QUE, POR QUÊ, PORQUE OU PORQUÊ?
Quando usar cada uma das formas acima?
Usa-se:
Por que - em perguntas diretas ou indiretas (não havendo pontuação em seguida); indica "causa", "motivo", "razão"; pode ser substituído por "pelo qual" e "para que". Exemplos: Por que as pessoas se envolvem com drogras? (por que motivo) Os alunos não explicaram por que faltaram àquela aula. (por que razão) Grandes são as transformações por que vêm passando as cidades. (pelas quais) Estavam ansiosos por que ela voltasse. (para que) Por quê - em final de frase ou pausa acentuada, quando a palavra "que" passa a ser tônica. Exemplos: Estava triste sem saber por quê. Apareceu no meio da multidão sem saber por quê. Ninguém gosta dele. Por quê? Não sabia por quê, mas queria sair o mais rápido possível. Porque - em respostas, apresentando uma explicação; equivale a "pois"; aparece também nas perguntas que expressam uma causa possível, limitando a resposta a SIM ou NÃO. Exemplos: Chegamos atrasados porque o trânsito estava congestionado. Acho que aquela garota está com frio, porque treme o tempo todo. O motorista foi preso porque subornou o guarda? Porquê - quando é substantivo; sinônimo de "causa", "motivo" ou "razão", sendo acentuado porque é palavra tônica; vem antecedido de um determinante: artigo, numeral, pronome. Exemplos: O pai não quis explicar os porquês de sua decisão. Todos temos alguns porquês para nos justificar . Talvez aceite seus porquês.
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