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sexta-feira, 12 de julho de 2013
NOVA ORTOGRAFIA: edifício-garagem
A composição "edifício-garagem" escreve-se com hífen e tem duas formas de plural:
"edifícios-garagem" e "edifícios-garagens".
O mesmo podemos aplicar à palavra "Edifício-Sede".
Fonte: O Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa - VOLP, 5ª edição
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Nova Ortografia
sexta-feira, 10 de maio de 2013
LIVRO-REPORTAGEM ou LIVRORREPORTAGEM
O termo livro-reportagem é um substantivo composto, por isso, deve ser escrito com hífen e variar os dois elementos, quando for para o plural: livros-reportagens.
Outros exemplos:
livro-caixa livros-caixas
livro-texto livros-textos
Outros exemplos:
livro-caixa livros-caixas
livro-texto livros-textos
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livro-reportagem,
Nova Ortografia
quinta-feira, 14 de março de 2013
Meio Ambiente: com ou sem hífen?
A expressão "MEIO AMBIENTE" tem ou não hífen?
Essa é uma dúvida de muitas pessoas, mesmo antes das discussões sobre a Nova Ortografia.
Entretanto, a expressão "meio ambiente" não forma uma palavra composta.
Por isso, não segue as regras de colocação de hífen.
O mesmo se dá com:
meio magnético
meio circulante
meio geográfico
Essa é uma dúvida de muitas pessoas, mesmo antes das discussões sobre a Nova Ortografia.
Entretanto, a expressão "meio ambiente" não forma uma palavra composta.
Por isso, não segue as regras de colocação de hífen.
O mesmo se dá com:
meio magnético
meio circulante
meio geográfico
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Nova Ortografia
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
NOVA ORTOGRAFIA: ADIADA DATA DEFINITIVA DA ENTRADA EM VIGOR DO ACORDO ORTOGRÁFICO
O Governo Federal adia para 2016 a entrada em vigor do Acordo
Ortográfico da Língua Portuguesa.
O novo prazo, 1º de janeiro de 2016, está registrado no Decreto Presidencial 7875/2012, assinado pela presidente Dilma
Rousseff e publicado no Diário Oficial da União, em 28
dezembro de 2012.
A decisão surpreendeu o país, pois a
obrigatoriedade da unificação ortográfica já estava prevista, desde 30 de
setembro 2008 (decreto 6.583/08), para entrar em vigor em janeiro de 2013. E,
em função disso, as novas regras passaram a ser utilizadas a partir de 2009, mesmo
em caráter não obrigatório.
Assim a “nova ortografia” vinha sendo empregada em
materiais de divulgação, livros, periódicos, revistas de grande circulação, além
de ter sido adotada em concursos públicos, inclusive pelo ENEM.
Da mesma forma, a adequação dos livros didáticos
teve início em 2009, ao iniciar-se o período de transição.
Mas, para a senadora Ana Amélia (PP-RS),
o tempo de adaptação às novas regras era curto, e “[...] a prorrogação do prazo permite esclarecer as dúvidas sobre as
novas regras, além de ampliar o debate e aprofundar o entendimento entre
especialistas, educadores e estudantes. Ela participou da definição do novo prazo, integrando o grupo
interministerial formado por representantes dos Ministérios das Relações
Exteriores, da Educação e da Casa Civil.”
Portanto, a partir da promulgação do decreto
7.875/2012 até 31 de dezembro de 2015, as duas normas coexistirão, a
norma ortográfica atualmente em vigor e a que foi estabelecida pelo acordo,
assinado em 1990 e ratificado pelo governo brasileiro em setembro de 2008.
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Nova Ortografia
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
NOVA ORTOGRAFIA: acentuação e os casos de dupla grafia
De acordo com a Nova Ortografia, algumas palavras admitem dupla grafia no que se refere à acentuação gráfica. Assim, é facultativo:
1. Usar o acento circunflexo (^) ou o agudo (´) nas palavras em que as pronúncias cultas da vogal tônica aceitam variação, sejam elas oxítonas, paroxítonas ou proparoxítonas. Se a vogal tônica da língua culta soa fechada, recebe acento circunflexo; se soa aberta, recebe acento agudo.
1. Usar o acento circunflexo (^) ou o agudo (´) nas palavras em que as pronúncias cultas da vogal tônica aceitam variação, sejam elas oxítonas, paroxítonas ou proparoxítonas. Se a vogal tônica da língua culta soa fechada, recebe acento circunflexo; se soa aberta, recebe acento agudo.
Exemplos:
matinê ou matiné
cocô ou cocó
fêmur ou fémur
ônix ou ónix
ônus ou ónus
pônei ou pónei
Vênus ou Vénus
acadêmico ou académico
cômodo ou cómodo
efêmero ou efémero
gênio ou génio.
2. Usar o acento circunflexo para marcar a oposição entre as seguintes palavras: dêmos (1ª pess. pl. pres. do Subjuntivo) e demos (1ª pess. pl. pret. perf. Indicativo) fôrma (substantivo) e forma (substantivo ou verbo).
3. Grafar-se com acento agudo (´) ou não acentuar os verbos aguar, apaziguar, apropinquar e delinquir. Exemplos: Águe ou ague averíguo ou averiguo.
Fontes: Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, 5ª edição, Bases VIII a XIII. Escrevendo pela Nova Ortografia, do Instituto Antônio Houaiss.
cocô ou cocó
fêmur ou fémur
ônix ou ónix
ônus ou ónus
pônei ou pónei
Vênus ou Vénus
acadêmico ou académico
cômodo ou cómodo
efêmero ou efémero
gênio ou génio.
2. Usar o acento circunflexo para marcar a oposição entre as seguintes palavras: dêmos (1ª pess. pl. pres. do Subjuntivo) e demos (1ª pess. pl. pret. perf. Indicativo) fôrma (substantivo) e forma (substantivo ou verbo).
3. Grafar-se com acento agudo (´) ou não acentuar os verbos aguar, apaziguar, apropinquar e delinquir. Exemplos: Águe ou ague averíguo ou averiguo.
Fontes: Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, 5ª edição, Bases VIII a XIII. Escrevendo pela Nova Ortografia, do Instituto Antônio Houaiss.
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sexta-feira, 2 de setembro de 2011
NOVA ORTOGRAFIA: o hífen em palavras formadas por prefixos
Pela Nova Ortografia, USA-SE O HÍFEN em PALAVRAS FORMADAS POR PREFIXOS, nos seguintes casos:
- quando o prefixo termina com a mesma vogal que se inicia o segundo elemento (vogal + mesma vogal).
Exemplos:anti-inflamatório arqui-inimigo auto-observação micro-ônibus micro-onda
- quando o segundo elemento inicia por h.
Exemplos:anti-higiênico anti-horário super-homem sobre-humano macro-história
Observações: 1) Não se usa o hífen em formações que contêm os prefixos des-, in- e an-, nem naquelas em que o segundo elemento perdeu o h inicial. Exemplos: desumano, desumidificar, inábil, inumano, anistórico, anepático. 2) Na forma a- usa-se o hífen e não se elimina o h: a-histórico.
- quando os prefixos hiper-, inter- ou super- se ligarem a palavras que se iniciam por r. Exemplos:hiper-requisitado inter-regional super-resistente
- com os prefixos ex-, vice-, sota-, soto- e vizo-.
Exemplos: ex-diretor vice-prefeito sota-piloto soto-mestre vizo-rei
- com os prefixos circum- e pan-, quando o segundo elemento inicia por vogal, m ou n, além do h.
Exemplos: circum-adjacente circum-ambiente circum-hospitalar circum-navegação pan-africano pan-atrofia pan-hidrômetro pan-negritude pan-óptico
- com os prefixos pós-, pré- e pró-, quando forem tônicos, acentuados e conservarem autonomia vocabular.
Exemplos: pós-eleitoral pós-graduação pós-guerra pós-escrito pré-estreia pré-eleitoral pré-escola pré-fabricado pré-contrato pré-lançamento pró-americano pró-forma
Observação: os prefixos átonos re-, pre-, pro- e o prefixo co- aglutinam-se em geral ao segundo termo, mesmo que este inicie pela mesma vogal ou h. Exemplos: cooperar, coordenar, cooperação, cooptar, reescrever, reescrita, preconceito, preencher, proativo.
Fonte: Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, 5ª edição, base XVI.
- quando o prefixo termina com a mesma vogal que se inicia o segundo elemento (vogal + mesma vogal).
Exemplos:anti-inflamatório arqui-inimigo auto-observação micro-ônibus micro-onda
- quando o segundo elemento inicia por h.
Exemplos:anti-higiênico anti-horário super-homem sobre-humano macro-história
Observações: 1) Não se usa o hífen em formações que contêm os prefixos des-, in- e an-, nem naquelas em que o segundo elemento perdeu o h inicial. Exemplos: desumano, desumidificar, inábil, inumano, anistórico, anepático. 2) Na forma a- usa-se o hífen e não se elimina o h: a-histórico.
- quando os prefixos hiper-, inter- ou super- se ligarem a palavras que se iniciam por r. Exemplos:hiper-requisitado inter-regional super-resistente
- com os prefixos ex-, vice-, sota-, soto- e vizo-.
Exemplos: ex-diretor vice-prefeito sota-piloto soto-mestre vizo-rei
- com os prefixos circum- e pan-, quando o segundo elemento inicia por vogal, m ou n, além do h.
Exemplos: circum-adjacente circum-ambiente circum-hospitalar circum-navegação pan-africano pan-atrofia pan-hidrômetro pan-negritude pan-óptico
- com os prefixos pós-, pré- e pró-, quando forem tônicos, acentuados e conservarem autonomia vocabular.
Exemplos: pós-eleitoral pós-graduação pós-guerra pós-escrito pré-estreia pré-eleitoral pré-escola pré-fabricado pré-contrato pré-lançamento pró-americano pró-forma
Observação: os prefixos átonos re-, pre-, pro- e o prefixo co- aglutinam-se em geral ao segundo termo, mesmo que este inicie pela mesma vogal ou h. Exemplos: cooperar, coordenar, cooperação, cooptar, reescrever, reescrita, preconceito, preencher, proativo.
Fonte: Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, 5ª edição, base XVI.
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Nova Ortografia
quinta-feira, 14 de julho de 2011
NOVA ORTOGRAFIA: palavras formadas por "auto" e "alto"
Diferenças de uso do hífen entre palavras formadas por "auto-" e as que iniciam por "alto-".
• "auto-" é um prefixo, um elemento de composição na formação de palavras que, pela Nova Ortografia, somente é separado do segundo elemento por hífen nos casos em que este inicia por "o" ou "h". Nos demais casos, naqueles em que o segundo elemento inicia por outras consoantes ou vogais, não há hífen, e se a consoante for “s” ou “r”, é necessário dobrá-la.
Tem os seguintes sentidos:
1) (eu)mesmo, (ele)mesmo, (si)mesmo. Exemplos:
autobiografia
autoestima
automedicar-se
autogovernar-se
autodisciplina
autopreservação
autoanálise
autocensurar-se
auto-oxidante (mas autoxidável e autoxidação)
auto-hipnose
auto-hemoterapia
autorretrato
autossuficiente
2) automóvel (o que se move por si mesmo). Exemplos:
automóvel
automobilização
autovia
autotransporte
auto-ônibus
autotrem
autobomba
autopeças
autoestrada
• "alto-", como elemento de composição, forma substantivos ou adjetivos compostos e, seguindo as regras da Nova Ortografia, une-se ao segundo elemento por hífen. Pode ser:
1) adjetivo, significando "de altura superior à média, elevado". Vale lembrar que, neste caso, "alto-", flexiona-se em gênero e número. Exemplos:
alta-roda, altas-rodas
alto-relevo, autos-relevos
alto-mar, altos-mares
alta-fidelidade, altas-fidelidades
alto-comando, altos-comandos
2) advérbio, significando "em volume alto, fortemente, muito acima do solo". Neste caso, "alto-" permanece invariável na composição. Exemplos:
alto-falante, alto-falantes (existe a variante "altifalante", mais usada em Portugal)
alto-grandense, alto-grandenses
alto-alegrense, alto-alegrenses
alto-lajeadense, alto-lajeadenses
alto-paranaense, alto-paranaenses
Fontes: Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, editora Objetiva, p. 170 e 348. Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP). Dicionário de dificuldades da Língua Portuguesa, de Domingos Paschoal Cegalla, Lexicon, p. 38 e 62.
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palavras formadas por "auto" e "alto"
quinta-feira, 23 de junho de 2011
NOVA ORTOGRAFIA: hífen com prefixos pós-pré- e pró-
Emprega-se o hífen em palavras formadas pelos prefixos pós-, pré- e pró- quando forem tônicos, acentuados e conservarem autonomia vocabular.
Exemplos:
pós-eleitoral
pós-graduação
pós-guerra
pós-parto
pós-escrito
pós-estruturalismo
pós-moderno
pós-nupcial
pós-socrático
pré-estreia
pré-eleitoral
pré-escola
pré-fabricado
pré-contrato
pré-aviso
pré-câncer
pré-diabetes
pré-jurídico (mas, prejulgamento)
pré-lançamento
pró-americano
pró-análise
pró-ativo
pró-forma
pró-memória
É o que consta na Base XVI do Novo Acordo, a qual se refere aos casos em que se emprega o hífen: "Nas formações com prefixos tónicos/tônicos acentuados graficamente pós-, pré- e pró- quando o segundo elemento tem vida à parte (ao contrário do que acontece com as correspondentes formas átonas que se aglutinam com o elemento seguinte): pós-graduação, pós-tónico/tônico (mas pospor); pré-escolar, pré-natal (mas prever); pró-africano, pró-europeu (mas promover)".
Fonte: Escrevendo pela nova ortografia: como usar as regras do novo acordo ortográfico da língua portuguesa/Instituto Antônio Houaiss/coordenação e assistência de José Carlos Azeredo. - 2 ed. - São Paulo: Publifolha, 2008, p. 97.
Exemplos:
pós-eleitoral
pós-graduação
pós-guerra
pós-parto
pós-escrito
pós-estruturalismo
pós-moderno
pós-nupcial
pós-socrático
pré-estreia
pré-eleitoral
pré-escola
pré-fabricado
pré-contrato
pré-aviso
pré-câncer
pré-diabetes
pré-jurídico (mas, prejulgamento)
pré-lançamento
pró-americano
pró-análise
pró-ativo
pró-forma
pró-memória
É o que consta na Base XVI do Novo Acordo, a qual se refere aos casos em que se emprega o hífen: "Nas formações com prefixos tónicos/tônicos acentuados graficamente pós-, pré- e pró- quando o segundo elemento tem vida à parte (ao contrário do que acontece com as correspondentes formas átonas que se aglutinam com o elemento seguinte): pós-graduação, pós-tónico/tônico (mas pospor); pré-escolar, pré-natal (mas prever); pró-africano, pró-europeu (mas promover)".
Fonte: Escrevendo pela nova ortografia: como usar as regras do novo acordo ortográfico da língua portuguesa/Instituto Antônio Houaiss/coordenação e assistência de José Carlos Azeredo. - 2 ed. - São Paulo: Publifolha, 2008, p. 97.
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hífen com prefixos pós-,
Nova Ortografia,
pré- e pró-
sábado, 14 de maio de 2011
NOVA ORTOGRAFIA: acentuação de "ter" e "vir"
Pela Nova Ortografia, nada mudou em relação à acentuação gráfica dos verbos "ter" e "vir" e seus derivados _ conter, manter, convir, provir.
Isso significa que, para acentuar as formas flexionadas desses verbos, valem as regras existentes antes do Novo Acordo Ortográfico, ou seja, neste caso, o acento circunflexo é empregado para marcar a oposição entre a 3ª pessoa do singular e a 3ª pessoa do plural.
Exemplos:
O estagiário vem hoje para trabalhar no setor de informática. (ele vem _ 3ª pessoa do singular)
Muitas celebridades vêm para participar do evento de hoje. (elas vêm _ 3ª pessoa do plural).
A empresa tem muitos colaboradores, os quais juntos têm a força para salvá-la. (ela tem _ 3ª pessoa do singular; eles têm _ 3ª pessoa do plural)
Fonte de consulta: Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, 5ª edição, Base IX - da acentuação gráfica das paroxítonas.
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acentuação de "ter" e "vir",
Nova Ortografia
quarta-feira, 23 de março de 2011
NOVA ORTOGRAFIA: consoantes mudas
Pelo Novo Acordo Ortográfico, a grafia das palavras com consoantes "mudas"* passa a respeitar as pronúncias cultas da língua. Veja alguns casos.
. Se existe uma só forma na pronúncia culta, a grafia será única.
Exemplos: compacto, convicção, convicto, ficção, friccionar, pacto, pictural, adepto, apto, díptico, erupção, eucalipto, inepto, núpcias, rapto, ação, acionar, afetivo, aflição, aflito, ato, exato.
. Se houver uma oscilação na pronúncia culta, ou seja, se ora a consoante é muda ora é pronunciada, há dupla grafia.
Exemplos: facto e fato, aspecto e aspeto .
*em posição interior, ou seja, não estão nem no início nem no final da palavra.
Fonte: Escrevendo pela nova ortografia: como usar as regras do novo acordo ortográficao da Língua Portuguesa, do Instituto Antônio Houaiss.
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domingo, 27 de fevereiro de 2011
NOVA ORTOGRAFIA: "não" e "quase"
De acordo com as novas regras ortográficas, NÃO SE EMPREGA O HÍFEN com as palavras "não" e "quase", quando elas exercem função de prefixo.
Exemplos:
não agressão
não beligerante
não fumante
não violência
não participação
não periódico
quase delito
quase equilíbrio
quase domicílio
Fonte: O que muda com o NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO, de Evanildo Bechara, p. 58.
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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
NOVA ORTOGRAFIA: hífen nos encadeamentos vocabulares
Pelas regras do Novo Acordo Ortográfico, usa-se o hífen para ligar duas ou mais palavras que, em sequência, formam não propriamente vocábulos (palavras), mas encadeamentos vocabulares.
Exemplos:
a divisa Liberdade-Igualdade-Fraternidade
a ponte Rio-Niterói
o percurso Lisboa-Coimbra-Porto
a ligação Angola-Moçambique
Emprega-se o hífen também nas combinações históricas ou mesmo ocasionais de topônimos (nomes geográficos).
Exemplos:
Austro-Hungria
Alsácia-Lorena
Angola-Brasil
Tóquio-Rio de Janeiro
Fonte: "O que muda com o Novo Acordo Ortográfico, de Evanildo Bechara.
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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
NOVA ORTOGRAFIA: hífen em nomes geográficos
Como ficou o uso do hífen em palavras compostas que representam nomes geográficos, de acordo com a Nova Ortografia?
De acordo com as novas regras ortográficas, deve-se empregar hífen:
- nos nomes geográficos (topónimos/topônimos) compostos pelas formas "grão", "grão", por verbo, ou ligados por artigo, tais como:
Grã-Bretanha
Grão-Pará
Passa-Quatro
Quebra-Dentes
Traga-Mouro
Baía de Todos-os-Santos
Entre-os-Rios
Trás-os-Montes
Observação: os demais nomes geográficos compostos escrevem-se sem hífen, ou seja, separados. Exemplos: Belo Horizonte, América do Sul, Cabo Verde, Castelo Branco.
Vale lembrar que há duas exceções consagradas:
Guiné-Bissau e Timor-Leste
- nos adjetivos que se referem ao lugar onde se nasce, derivados de nomes geográficos compostos, tendo ou não elementos de ligação. Exemplos:
belo-horizontino
juiz-forano
mato-grossense
mato-grossense-do-sul
sul-americano
norte-coreano
são-cristovense
são-luisense
Observação: "escreve-se com hífen indo-chinês, quando se referir à Índia e à China, ou aos indianos e chineses, diferentemente de indochinês (sem hífen), que se refere à Indochina. Da mesma forma centro-africano, com hífen, refere-se à região central da África, e centroafricano, sem hífen, refere-se à República Centroafricana."
Fonte: "O que muda com o novo Acordo Ortográfico", Evanildo Bechara, Editora Nova Fronteira, 2008.
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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
NOVA ORTOGRAFIA: "cor-de-rosa" e "cor de vinho"
Por que, pela nova ortografia, escreve-se
"COR-DE-ROSA" com hífen, mas
"COR DE VINHO" sem hífen?
Essa diferença de escrita existe simplesmente porque
"COR-DE-ROSA" é uma das EXCEÇÕES à nova regra.
Pela Nova Ortografia, NÃO SE EMPREGA O HÍFEN em qualquer tipo de locução, conjunto de palavras com função e significados únicos; tenham elas, ou não, um elemento de ligação.
Exemplos: "cor de vinho", cor de açafrão, cor de café com leite, cão de guarda, fim de semana, fim de século, sala de jantar, a fim de que, ao passo que, por conseguinte, à espera de, à parte, à vontade.
Entretanto conservou-se o hífen em algumas locuções, por serem consideradas consagradas, as quais passaram a constituir exceções. É o caso de "cor-de-rosa".
Outras exceções: água-de-colônia, arco-da-velha, mais-que-perfeito, pé-de-meia, ao deus-dará, à queima-roupa.
Fonte: VOLP – Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa – 5ª edição -Base XV
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
NOVA ORTOGRAFIA: trema
Só para lembrar:
nas palavras portuguesas ou aportuguesadas não se usa mais o trema, embora o "u" continue sendo pronunciado.
Assim, escrevemos tranquilo, sequestro, consequência, cinquenta.
Pela Nova Ortografia, usa-se o trema apenas em nomes próprios, como Müller, e em palavras derivadas de nomes próprios estrangeiros, como mülleriano.
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
NOVA ORTOGRAFIA: "étnico-racial" e "etnorracial"
Saiba por que há diferenças, quanto ao uso do hífen, entre os vocábulos: "étnico-racial" e "etnorracial"
ÉTNICO-RACIAL é um adjetivo composto e, neste caso, não há mudança na grafia, pelas regras do Novo Acordo Ortográfico, ou seja, emprega-se o hífen, como em social-democrata, social-patriótico, luso-brasileiro.
ETNORRACIAL é uma palavra iniciada pela forma reduzida "etno", que é um elemento de composição, ou seja, isoladamente não constitui um vocábulo. Sendo assim, está sujeita às novas regras de uso do hífen: separam-se as recomposições em que o segundo elemento inicia por "h", como em etno-história, etno-histórico(a). Mas não há separação, se tal elemento iniciar por consoante, como em etnocentrismo, etnolinguístico(a). E caso o segundo elemento inicie por "r", este deve ser dobrado, como em etnorreligioso.
terça-feira, 31 de agosto de 2010
NOVA ORTOGRAFIA: datas importantes
UMA SÍNTESE BÁSICA DA CRONOLOGIA DO NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO:
1990 - Assinatura do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa em Lisboa, no dia 16 de dezembro, entre sete países: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe (a adesão de Timor Leste foi em 2004)
1995 - O Congresso Nacional aprova o Acordo assinado em 1990, por meio do Decreto nº 54, de 18 de abril
1998 - Assinado o Protocolo Modificativo ao Acordo, em Praia, no dia 17 de julho
2002 - O Congresso Nacional aprova o Protocolo Modificativo, por meio do Decreto Legislativo n° 120, de junho
2004 - O Governo brasileiro confirma o Acordo junto ao Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal e
- Assinado o Segundo Protocolo Modificativo, em São Tomé e Príncipe, dia 25 de julho
2007 - No dia 1º de janeiro, o Acordo entra em vigor internacional, inclusive para o Brasil, no plano jurídico externo
2008 - O Acordo e os Protocolos Modificativos são promulgados, respectivamente pelos Decretos 6.583, 6.584 e 6.585, em 29 de setembro
2009 - O Acordo passa a valer no Brasil, a partir de 1º de janeiro, conforme consta no Decreto 6.583, assinado em 2008
1º/01/2009 a 31/12/2012 - PERÍODO DE TRANSIÇÃO - serão aceitas as duas ortografias até dezembro de 2012, exceto para os livros didáticos (adaptados até 2010)
2010 - adaptação dos livros didáticos de ensino fundamental e médio, conforme Resolução nº 17 do MEC, assinada em 17 de maio de 2008
2013 - A Nova Ortografia será a única oficial no Brasil
ATENÇÃO:
2016 - NOVA DATA DE ENTRADA EM VIGOR DA REFORMA ORTOGRÁFICA
1990 - Assinatura do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa em Lisboa, no dia 16 de dezembro, entre sete países: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe (a adesão de Timor Leste foi em 2004)
1995 - O Congresso Nacional aprova o Acordo assinado em 1990, por meio do Decreto nº 54, de 18 de abril
1998 - Assinado o Protocolo Modificativo ao Acordo, em Praia, no dia 17 de julho
2002 - O Congresso Nacional aprova o Protocolo Modificativo, por meio do Decreto Legislativo n° 120, de junho
2004 - O Governo brasileiro confirma o Acordo junto ao Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal e
- Assinado o Segundo Protocolo Modificativo, em São Tomé e Príncipe, dia 25 de julho
2007 - No dia 1º de janeiro, o Acordo entra em vigor internacional, inclusive para o Brasil, no plano jurídico externo
2008 - O Acordo e os Protocolos Modificativos são promulgados, respectivamente pelos Decretos 6.583, 6.584 e 6.585, em 29 de setembro
2009 - O Acordo passa a valer no Brasil, a partir de 1º de janeiro, conforme consta no Decreto 6.583, assinado em 2008
1º/01/2009 a 31/12/2012 - PERÍODO DE TRANSIÇÃO - serão aceitas as duas ortografias até dezembro de 2012, exceto para os livros didáticos (adaptados até 2010)
2010 - adaptação dos livros didáticos de ensino fundamental e médio, conforme Resolução nº 17 do MEC, assinada em 17 de maio de 2008
2013 - A Nova Ortografia será a única oficial no Brasil
ATENÇÃO:
2016 - NOVA DATA DE ENTRADA EM VIGOR DA REFORMA ORTOGRÁFICA
quinta-feira, 8 de julho de 2010
NOVA ORTOGRAFIA: hífen em palavras compostas
Devem ser escritas com hífen as palavras compostas por substantivos, adjetivos, numerais ou verbos que, quando se unem, passam a ter sentido diferente daquele correspondente a elas isoladamente, mas desde que não exista algum termo (a, de, sem etc) entre elas.
É o caso de:
sócio-gerente
primeiro-ministro
primeiro-sargento
guarda-noturno
diretor-secretário
e também de:
gerência-geral
gerente-geral
diretor-geral
diretor-presidente
diretoria-geral
secretariado-geral
secretário-geral
Segue o teor da regra que está na base XV do Novo Acordo Ortográfico :
"Emprega-se o hífen nas palavras compostas por justaposição que não contêm formas de ligação e cujos elementos, de natureza nominal, adjetival, numeral ou verbal, constituem uma unidade sintagmática e semântica e mantêm acento próprio, podendo dar-se o caso de o primeiro elemento estar reduzido: ano-luz, arcebispo-bispo, arco-íris, decerto-lei, és-sueste, médico-cirurgião, rainha-cláudia, tenente-coronel, tio-avô, turma-piloto, alcaide-mor, amor-perfeito, guarda-noturno, mato-grossense, norte-americano, porto-alegrense, sul-africano, afro-asiático, afro-luso-brasileiro, azul-escuro, luso-brasileiro, primeiro-ministro, primeiro-sargento, primo-infecção, segunda-feira; conta-gotas, finca-pé, guarda-chuva."
É o caso de:
sócio-gerente
primeiro-ministro
primeiro-sargento
guarda-noturno
diretor-secretário
e também de:
gerência-geral
gerente-geral
diretor-geral
diretor-presidente
diretoria-geral
secretariado-geral
secretário-geral
Segue o teor da regra que está na base XV do Novo Acordo Ortográfico :
"Emprega-se o hífen nas palavras compostas por justaposição que não contêm formas de ligação e cujos elementos, de natureza nominal, adjetival, numeral ou verbal, constituem uma unidade sintagmática e semântica e mantêm acento próprio, podendo dar-se o caso de o primeiro elemento estar reduzido: ano-luz, arcebispo-bispo, arco-íris, decerto-lei, és-sueste, médico-cirurgião, rainha-cláudia, tenente-coronel, tio-avô, turma-piloto, alcaide-mor, amor-perfeito, guarda-noturno, mato-grossense, norte-americano, porto-alegrense, sul-africano, afro-asiático, afro-luso-brasileiro, azul-escuro, luso-brasileiro, primeiro-ministro, primeiro-sargento, primo-infecção, segunda-feira; conta-gotas, finca-pé, guarda-chuva."
Fonte: Vocabulário Ortografico da Língua Portuguesa, 5ª ediação.
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Nova Ortografia
quinta-feira, 24 de junho de 2010
NOVA ORTOGRAFIA: hífen nas formações com prefixos "ex-" e "vice-"
Pela Nova Ortografia, o hífen é obrigatório sempre que a palavra for composta pelos prefixos "ex-" e "vice-", como:
ex-prefeito
ex-marido
ex-jogador
vice-prefeito
vice-almirante
vice-campeão
vice-cônsul
O Acordo não cita todos os casos, mas apresenta alguns exemplos, como ex-almirante, ex-diretor, ex-hospedeira, ex-primeiro-ministro, ex-rei, vice-presidente e vice-reitor.
Além disso, inclui nessa regra prefixos menos usados, tais como: sota-, soto- e vizo-.
Na 5ª edição do VOLP - Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, encontramos outros exemplos: vice-chanceler, vice-chefe, vice-gerente e vice-governador.
quinta-feira, 6 de maio de 2010
NOVA ORTOGRAFIA: BEM-VINDO
Outro dia, alguém me questionou sobre a ortografia da palavra "bem-vindo", pois a tem encontrado escrita de diferentes formas: benvindo; bem vindo...
Pela nova ortografia, não houve mudança na escrita dessa palavra, ou seja, continua valendo a forma: BEM-VINDO.
Vale lembrar que é bom ficar atento à concordância dela:
Sejam todos bem-vindos.
Revistas são bem-vindas.
Uma gratificação será bem-vinda.
Um prêmio é sempre bem-vindo.
Mas, quanto à questão do hífen, vejamos o que diz o NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO, na base XV:
“Emprega-se o hífen nos compostos com advérbios bem e mal, quando estes formam com o elemento que se lhes segue uma unidade sintagmática e semântica e tal elemento começa por vogal ou h. No entanto, o advérbio bem, ao contrário de mal, pode não se aglutinar com palavras começadas por consoante. Eis alguns exemplos das várias situações: bem-aventurado, bem-estar, bem-humorado; mal-afortunado, mal-estar, mal-humorado, bem-criado(cf. malcriado), bem-ditoso (cf. malditoso), bem-falante (cf. malfalante), bem-mandado (cf. malmandado), bem-nascido (cf. malnascido), bem-soante (cf. malsoante), bem-visto (malvisto). Obs.: em muitos compostos, o advérbio bem aparece aglutinado com o segundo elemento, quer este tenha ou não vida à parte: benfazejo, benfeito, benfeitor, benquerença, etc."
Portanto, o elemento "bem" merece uma atenção especial nas palavras compostas em que o segundo elemento se inicia por consoante. É sempre bom consultar um dicionário.
Veja mais alguns exemplos: bem-vestido, bem-vindo, bem-vestir, bem-casados, bem-comportado, bem-conceituado, bem-falado, bem-merecido, bem-querer, bem-sucedido etc.
OBSERVAÇÃO: escreve-se "bem-vindo" (hifenizado) também para diferenciar de "Benvindo" - nome próprio. Fonte de Consulta: Vocabulário Ortográfico da língua portuguesa/Academia Brasileira de Letras. 5ª edição, São Paulo: Global, 2009, p. 112 e 113.
Pela nova ortografia, não houve mudança na escrita dessa palavra, ou seja, continua valendo a forma: BEM-VINDO.
Vale lembrar que é bom ficar atento à concordância dela:
Sejam todos bem-vindos.
Revistas são bem-vindas.
Uma gratificação será bem-vinda.
Um prêmio é sempre bem-vindo.
Mas, quanto à questão do hífen, vejamos o que diz o NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO, na base XV:
“Emprega-se o hífen nos compostos com advérbios bem e mal, quando estes formam com o elemento que se lhes segue uma unidade sintagmática e semântica e tal elemento começa por vogal ou h. No entanto, o advérbio bem, ao contrário de mal, pode não se aglutinar com palavras começadas por consoante. Eis alguns exemplos das várias situações: bem-aventurado, bem-estar, bem-humorado; mal-afortunado, mal-estar, mal-humorado, bem-criado(cf. malcriado), bem-ditoso (cf. malditoso), bem-falante (cf. malfalante), bem-mandado (cf. malmandado), bem-nascido (cf. malnascido), bem-soante (cf. malsoante), bem-visto (malvisto). Obs.: em muitos compostos, o advérbio bem aparece aglutinado com o segundo elemento, quer este tenha ou não vida à parte: benfazejo, benfeito, benfeitor, benquerença, etc."
Portanto, o elemento "bem" merece uma atenção especial nas palavras compostas em que o segundo elemento se inicia por consoante. É sempre bom consultar um dicionário.
Veja mais alguns exemplos: bem-vestido, bem-vindo, bem-vestir, bem-casados, bem-comportado, bem-conceituado, bem-falado, bem-merecido, bem-querer, bem-sucedido etc.
OBSERVAÇÃO: escreve-se "bem-vindo" (hifenizado) também para diferenciar de "Benvindo" - nome próprio. Fonte de Consulta: Vocabulário Ortográfico da língua portuguesa/Academia Brasileira de Letras. 5ª edição, São Paulo: Global, 2009, p. 112 e 113.
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o hífen e a expressão "bem-vindo"
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