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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

DÚVIDAS FREQUENTES: eu ou mim; tu ou ti?

Se você já teve dúvidas na hora de usar os pronomes eu e mim ou tu e ti, seguem abaixo as regras para usá-los de acordo com a língua padrão: - os pronomes eu e tu são sempre sujeitos, por isso não podem ser precedidos de preposição; - os pronomes tu e ti funcionam como complemento antecedido de preposição. Considerando tais usos, veja como fica o emprego dessas formas. Diante de verbos, usa-se eu ou tu. Exemplos: Eu saio de casa bem cedo todos os dias. Quando eu comprar um carro novo, farei uma viagem. Trouxeram um livro para eu analisar. (observação: mesmo tendo a preposição para antes do pronome eu, ele está funcionando como sujeito do verbo analisar) Está quase na hora de eu ir para casa. (aqui eu também é sujeito do verbo ir) Tu sabes muito bem essa lição. Observação: quando houver uma pausa (uma vírgula) antes do verbo, usa-se mim ou ti. Exemplo: Para mim (ou ti), terminar essa tarefa agora está difícil. (neste exemplo, o pronome mim não é sujeito de terminar, pois a frase está invertida. A ordem direta dela seria: Terminar essa tarefa agora está difícil para mim.) Depois de preposição, usa-se mim ou ti, porque estes pronomes funcionam como complemento indireto. Exemplos: Ele trouxe o livro para mim. Estão falando de mim. (ou de ti) Entre mim e ela, não há problemas. Entre mim e ti há uma boa amizade. Algumas preposições mais usadas: a, até, para, de, entre, com, em, por...

terça-feira, 18 de agosto de 2009

"O que quer O que pode Esta língua"?

O que você diria se tivesse que analisar a seguinte sentença? "Ficamos satisfeito com o que ele disse." Pode até parecer que a palavra "satisfeito" deveria estar no plural, mas a sentença acima pode estar inteiramente de acordo com a linguagem formal,dependendo do contexto em que foi produzida. Existe um recurso linguístico, chamado "plural de modéstia". O que é isso? Está nas melhores gramáticas da língua portuguesa, inclusive na "Nova Gramática do Português Contemporâneo", de Celso Cunha & Cintra, p.297: "Para evitar o tom impositivo ou muito pessoal de suas opiniões, costumam os escritores e os oradores tratar-se por "nós" em lugar da forma normal eu". Assim, "procuram dar a impressão de que as ideias que expõem são compartilhadas por seus leitores ou ouvintes", colocando-se como "porta-vozes do pensamento coletivo".