sexta-feira, 10 de maio de 2013

LIVRO-REPORTAGEM ou LIVRORREPORTAGEM

O termo livro-reportagem é um substantivo composto, por isso, deve ser escrito com hífen e variar os dois elementos, quando for para o plural: livros-reportagens.

Outros exemplos: 

livro-caixa          livros-caixas
livro-texto          livros-textos

segunda-feira, 15 de abril de 2013

DEMAIS e DE MAIS

Como se escreve: DEMAIS junto ou DE MAIS separado?

Na fala, não fazemos diferença entre “demais” e “de mais”, até porque o contexto ajuda a esclarecer o sentido de cada uma dessas expressões.
Entretanto, na hora de escrever essas palavras, surge a dúvida: elas devem ser escritas juntas ou separadas?

A diferença de sentido entre elas  é que vai determinar a forma como nós as iremos escrever.

DEMAIS (junto) equivale a:

- “muito” (advérbio de intensidade).
Exemplos:
Os alunos aborreceram-me demais na última aula.
Estou bem demais para me deixar afetar por isso.

  - “ os outros” ou  “os restantes” (pronome indefinido).  

Exemplos:
Não estou em condições de decidir sobre a pauta. Então deixo aos demais a escolha dos temas a serem tratados na próxima reunião.
Pode ser que os demais membros da comissão não aprovem a nossa resolução.

DE MAIS  (separado) equivale a “demasiado”, excessivo, de resto, de sobra, a mais. É uma oposição a “de menos” e refere-se (acompanha) a substantivos ou pronomes. Neste caso é uma locução adjetiva.

Exemplos:
O concurso foi suspenso, porque surgiram candidatos de mais.
Nesse departamento há uma contradição: trabalho de mais e trabalhadores de menos.
Seja comedido na alimentação, pois tudo que é de mais prejudica a sua saúde.
Não há motivos para preocupação. Neste momento, não estou vendo nada de mais em seus exames.




quinta-feira, 14 de março de 2013

Meio Ambiente: com ou sem hífen?

A expressão "MEIO AMBIENTE" tem ou não hífen?

Essa é uma dúvida de muitas pessoas, mesmo antes das discussões sobre a Nova Ortografia.

Entretanto, a expressão "meio ambiente" não forma uma palavra composta
Por isso, não segue as regras de colocação de hífen.

O mesmo se dá com:

meio magnético
meio circulante
meio geográfico

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

DÚVIDAS FREQUENTES: concordância nas expressões de porcentagens

Com expressões numéricas de porcentagem, o verbo fica no singular ou vai para o plural?

Depende do caso, pois a concordância verbal nas expressões de porcentagem pode dar-se:

1) com o termo antecedido de preposição, aquele que especifica a porcentagem, em geral um substantivo;

Exemplos:

50% dos alunos chegaram atrasados.
10% das crianças estavam acamadas.
30% dos brasileiros assistiram à transmissão da Copa.
1% dos convidados não vieram à festa.

40% da produção é exportada.
30% da população assistiu à transmissão da Copa.

2) com um artigo, ou um  pronome, ou um adjetivo que antecede a porcentagem;

 Exemplos:

Os 30% da população assistiram à transmissão da Copa.
Esses 5% da boiada morreram na enchente.
Bons 90% do eleitorado compareceram às urnas.

3) Com o numeral:

a) quando a expressão que indica porcentagem não é seguida de substantivo;

Exemplos:
25% querem a mudança.
1% conhece o assunto.” 

b) se o  verbo estiver antes do percentual.

Exemplos:
Faltaram às aulas 15% dos acadêmicos.
Não realizou a prova 1% dos candidatos.



Fontes: Gramática da Língua Portuguesa, de Pasquale & Ulisses, p. 483.Gramática Metódica da Língua Portuguesa, de Napoleão Mendes de Almeida, p. 414. Moderna Gramática  Portuguesa, de Evanildo Bechara, 37 ed., p. 566.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

NOVA ORTOGRAFIA: ADIADA DATA DEFINITIVA DA ENTRADA EM VIGOR DO ACORDO ORTOGRÁFICO


O Governo Federal adia para 2016 a entrada em vigor do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.


O novo prazo, 1º de janeiro de 2016, está registrado no Decreto Presidencial 7875/2012, assinado pela presidente Dilma Rousseff e publicado no Diário Oficial da União, em 28 dezembro de 2012.

A decisão surpreendeu o país, pois a obrigatoriedade da unificação ortográfica já estava prevista, desde 30 de setembro 2008 (decreto 6.583/08), para entrar em vigor em janeiro de 2013.  E, em função disso, as novas regras passaram a ser utilizadas a partir de 2009, mesmo em caráter não obrigatório.

Assim a “nova ortografia” vinha sendo empregada em materiais de divulgação, livros, periódicos, revistas de grande circulação, além de ter sido adotada em concursos públicos, inclusive pelo ENEM.

Da mesma forma, a adequação dos livros didáticos teve início em 2009, ao iniciar-se o período de transição.

Mas, para a senadora Ana Amélia (PP-RS), o tempo de adaptação às novas regras era curto, e “[...] a prorrogação do prazo permite esclarecer as dúvidas sobre as novas regras, além de ampliar o debate e aprofundar o entendimento entre especialistas, educadores e estudantes. Ela participou da definição do novo prazo, integrando o grupo interministerial formado por representantes dos Ministérios das Relações Exteriores, da Educação e da Casa Civil.”

Portanto, a partir da promulgação do decreto 7.875/2012 até 31 de dezembro de 2015,  as duas normas coexistirão, a norma ortográfica atualmente em vigor e a que foi estabelecida pelo acordo, assinado em 1990 e ratificado pelo governo brasileiro em setembro de 2008.

LEIA TAMBÉM:  Síntese da Cronologia do Novo Acordo Ortográfico

terça-feira, 19 de junho de 2012

DÚVIDAS FREQUENTES: "A CERVEJA QUE DESCE REDONDO ou REDONDA?"

Há divergências nas opiniões a respeito dessa questão.

Alguns gramáticos afirmam que há erro na sentença "A CERVEJA QUE DESCE REDONDO". Para eles, a palavra "redondo" é um adjetivo que se refere ao substantivo "cerveja", por isso, deveria concordar em  gênero com ele, ou seja, ficar no feminino _ "redonda".

Entretanto, outros gramáticos consideram que "redondo" é um advérbio e se refere ao verbo "descer", portanto, que está correta a concordância no masculino.

Evanildo Bechara, por exemplo, afirma que "na língua portuguesa atual, a tendência é para nestes casos [de alternância entre adjetivo e advérbio] proceder dentro da estrita regra da gramática e usar tais termos sem flexão, adverbialmente." (grifo nosso)

Por outro lado, Domingos Paschoal Cegalla considera que: "ambas as concordâncias são corretas".

Exemplos a favor do masculino:

"A mãe ia lá dentro e chorava escondido." (Autran Dourado, Armas e corações, p. 10)
"José Dias ria largo..." (Machado de Assis, Dom Casmurro, cap. V)

Exemplos a favor do feminino:

"Dona Eusébia entrou inesperadamente, mas não tão súbita que nos apanhasse ao pé um do outro." (Machado de Assis, Brás Cubas, p. 169)"

Rasgado [o azul do céu] por nuvens que passaram rápidas..." (Diná Silveira de Queirós, A muralha, p. 31)


Fontes: CEGALLA, Domingos Paschoal, Dicionário de Dificuldades da língua portuguesa, 3ª ed.,p. 341
BECHARA, Evanildo, Moderna Gramática Portuguesa, 37 ed. Revisada e Ampliada, p. 552)

quinta-feira, 31 de maio de 2012

DÚVIDAS FREQUENTES: VOU "A PÉ" ou "DE PÉ"?

 As expressões “a pé” e “de pé” são locuções adverbiais. Entretanto, cada qual exprime uma circunstância diferente.


 - A locução adverbial “a pé”, indica “meio”, da mesma forma que: de carro, de ônibus, de trem, de carroça e de avião; mas não aceita a preposição “de”. O mesmo acontece com a locução adverbial “a cavalo”.
Então:
As crianças foram de ônibus hoje, mas geralmente vão de carro
Por causa da greve dos trabalhadores de transporte urbano, ontem todos foram ao trabalho a pé.
Enquanto um foi a cavalo, o outro foi de avião.

Observação: O verbo “ir” indica movimento ou deslocamento de um lugar para outro, que pode ser feito “por impulso próprio ou dirigido, ou com ajuda de mecanismo, veículo, etc.”: Ele vai (de casa) para o trabalho (ou até a faculdade, etc.) de ônibus (ou a pé).   

- A locução adverbial “de pé”  indica posição, lugar onde está o ser de quem se fala. Ela tem os seguintes significados:

1.  "Em posição vertical, ereto, em pé": Ficamos de pé (ou em pé) durante toda a apresentação.
2. “Conforme combinado”: Nosso acordo está de pé.
3. "Firme, irredutível, sem mudar de ideia: Mantém-se de pé, em meio a tantas deserções e cambalachos políticos."


 Fontes: Dicionário Prático de Regência Verbal, de Celso Pedro Luft, p. 342, 343. Dicionário de Dificuldades da Língua Portuguesa, de Domingos Paschoal Cegalla, p. 122. Nossa Gramática Completa SACCONI: teoria e prática, p. 310 a314.